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Título
Contando com os atrasos, Marquês do Paraná fica pronta dia 22 de novembro, aniversário de Niterói
Descrição
A reportagem detalha o andamento e o cronograma das obras de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, uma das principais artérias viárias de Niterói. O trecho de 2,2 km que estava sendo ampliado começava na "altura da subida da Ponte Rio-Niterói". A Rua Marquês do Paraná e a Avenida Jansen de Melo funcionavam como a principal artéria de escoamento e recepção dos veículos que cruzavam a ponte em direção à Zona Sul e às praias oceânicas de Niterói. A inauguração da ponte multiplicou o volume de carros na região. Para evitar que o trânsito da cidade entrasse em colapso, o município (sob a gestão do prefeito Ronaldo Fabrício) precisou executar o plano viário de alargamento dessas vias expressas para comportar o novo fluxo metropolitano.
Data
julho 21, 1976
Veículo
Palavras-chave
infraestrutura urbana | efeitos da Ponte Rio-Niterói > trânsito
Transcrição do texto
Contando com os atrasos, Marquês do Paraná fica pronta dia 22 de novembro, aniversário de Niterói
O engenheiro Nicola Turturiello, supervisor das obras de alargamento da Rua Marquês do Paraná, Avenida Jansen de Melo e Rua Dr. Paulo César disse ao O FLUMINENSE que Niterói receberá a obra pronta no dia de seu aniversário, 22 de novembro, admitindo, porém, que o prazo do contrato previa a conclusão para o dia 6 de outubro. No projeto, que é financiado pelo Governo do Estado através do Fundo de Desenvolvimento Urbano, trabalham ininterruptamente 120 operários e sete máquinas.
A demolição parcial do Edifício Bernardo Vasconcellos, na esquina da Marquês do Paraná com Avenida Amaral Peixoto ainda é o maior problema para a Edurb (Empresa de Desenvolvimento Urbano). A parte a ser cortada está com todos os pavimentos desocupados e os trabalhadores ainda se encontram na retirada da alvenaria. A grande preocupação do supervisor das obras, porém, é com a execução da "demolição escorada", como ele mesmo definiu, "porque a construtora terá que calçar a estrutura da parte que vai ficar de pé, para depois começar a destruição da prédio de 10 andares, fortalecendo a planta do edifício, contendo seus cálculos estruturais".
O engenheiro Turturiello prevê o início da demolição para a próxima segunda-feira. No momento, os trabalhos se limitam a "dar sustentação" com uma escora de madeira, formado em engenharia há 14 anos pela UFRJ, Nicola Turturiello diz que o período mais difícil na Marquês do Paraná já passou, "que foram as fundações de escoramento de terra da Zona Sul, já estarão liberadas as duas pistas da Marquês do Paraná a partir da esquina da Rua Marechal Deodoro até a Coronel Gomes Machado".
Os obstáculos são ultrapassados aos poucos
O trecho da Marquês do Paraná entre a Rua São João e a Coronel Gomes Machado foi considerado o "mais melindroso", pois ali os operários que executam as obras de alargamento, O engenheiro Nicola Turturiello, diz que os adutores de Cedae foram o maior empecilho, pois os canos fossem atingidos o abastecimento de água da cidade seria afetado. Observou, ainda, que pelo menos 75% dos cabos telefônicos (para se ter uma ideia, cabo a cabo, 1.200 fios por telefone da Telerj) fosse atingida, "ia paralisar, de leve", disse ele.
A presença periódica de elementos da Edurb na fiscalização das obras é, por outro lado, fator de estímulo para o engenheiro Nicola Turturiello, que não deixa de afirmar que o "Prefeito Ronaldo Fabrício tem dado total cobertura". Mas adianta Turturiello que um problema de última hora apareceu na obra, "porque o Prefeito Ronaldo Fabrício também determinou o embutimento da fiação elétrica", explicou, sem contudo adiar a conclusão da obra, o mesmo acontecendo com o Canal de São João, onde descobriu-se o projeto de fiação da Avenida Jansen de Melo, mas que a Comig, também, já elaborou os planos destinados a melhorar o sistema de esgoto.
Já foram pagos Cr$ 4 milhões de indenizações
Segundo o engenheiro Nicola Turturiello, pelo menos 4 milhões de indenizações foram pagos até o momento aos ex-moradores daquela área, onde a maior parcela dessa demolição convencional, mas arriscada, do Edifício Bernardo Vasconcellos, no trecho da Rua Dr. Paulo César entre Marquês do Paraná e Estácio de Sá, todas as manhãs e tardes choras de poeira têm-se registrado o bloco obriga a construtora a uma fuzilada de demolição de seções, incluindo parte de prédios de um Pronto Socorro Psiquiátrico, esta adiantada. Neste trecho de via, como nas proximidades do Hospital Universitário Antônio Pedro, os proprietários de terrenos perderam parte de suas áreas.
Muito embora não pareça, salientou o engenheiro, a extensão da obra atinge exatamente 2 quilômetros e 200 metros, do trecho da Jansen de Melo (na altura da subida da Ponte Rio-Niterói) até a Rua Dr. Paulo César, quase chegando na Avenida Estácio de Sá. Todo o trecho contará com duas pistas de rolamento, com 2 metros de largura cada, além de um canteiro central de iluminação moderna da Rua Marechal Deodoro à Avenida Jansen de Melo.
Na área onde existia a antiga Rua do Lira, entre Marechal Deodoro e Dr. Celestino, os operários realizavam ontem trabalhos de terraplenagem, a seguir será espalhado pó de pedra para, posteriormente, abrir caminho para o assentamento de paralelepípedos, para finalmente receber a fase de pavimentação.
