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Título
Plano viário ainda é o maior problema
Descrição
A reportagem discute os desafios de mobilidade e infraestrutura urbana em Niterói diante da iminente inauguração da Ponte Rio-Niterói. O plano viário da cidade é apontado como o principal obstáculo para absorver o fluxo de veículos vindos do Rio de Janeiro e de municípios vizinhos (como São Gonçalo), exigindo soluções integradas de engenharia moderna para evitar o colapso do trânsito nas áreas litorâneas e centrais.
Data
novembro 22, 1973
Veículo
Palavras-chave
efeitos da Ponte Rio-Niterói > crescimento populacional | efeitos da Ponte Rio-Niterói > crescimento urbano | infraestrutura urbana | efeitos da Ponte Rio-Niterói > trânsito
Transcrição do texto
PLANO VIÁRIO AINDA É O MAIOR PROBLEMA
A ponte Rio-Niterói é o sonho de 400 anos, só agora realizado. Mas, enquanto constitui a solução das mais arrojadas da Engenharia moderna para integrar áreas importantes do Estado do Rio aos centros consumidores e assimiladores de seus produtos, poderia, como resultado final, acabar em pesadelo: o congestionamento do trânsito nas regiões litorâneas (Itaipu, Piratininga e Itacoatiara) e na capital fluminense.
A equipe técnica da Prefeitura de Niterói, porém, prevenindo o afluxo, para aqueles centros, principalmente nos fins-de-semana, encontrou, antes do que seria um problema, a solução: o Plano Viário Fluminense. Neste programa, que também prevê o sistema de trânsito do interior do Estado, em direção ao Fonseca e São Gonçalo, estão conjugados os esquemas estadual e federal.
IMPACTO
— O impacto do funcionamento da ponte Rio-Niterói — afirma o prefeito de Niterói, Ivan Barros — não afetará, assim, como esperavam os pessimistas, o centro da cidade. Em Niterói, paralelamente, estão sendo executadas, em caráter rígido e dinâmico, obras que vão até à orla marítima. Acreditamos, inclusive, num esgotamento das vias de acesso a São Gonçalo. E com o apoio do Governo Federal, como outra solução, estão sendo construídas duas novas pistas sobre o canal da Alameda.
Os estudos feitos por técnicos da Prefeitura apontam, ainda, as seguintes soluções para o problema do escoamento de tráfego, a partir de Niterói, incluídas no Plano Integrado de Prioridades:
Construção de um elevado sobre a Alameda São Boaventura, ligando diretamente a ponte à rodovia RJ-1;
Prolongamento da Avenida do Contorno, a partir da ponte até a BR-101;
Construção de um elevado sobre a Avenida Jansen de Melo, rua Marquês do Paraná e Avenida Estácio de Sá, prosseguindo por um túnel no final da Avenida Roberto Silveira, que estenderia até a estrada da Cachoeira e daí às estradas oceânicas. Essa via expressa serviria de variante à RJ-1, para saída do Município e entrada nas praias oceânicas.
O plano é muito vasto e prevê, ainda, o asfaltamento da antiga Estrada do Sapê, o alargamento da avenida Jansen de Melo, ruas Marquês do Paraná, Paulo César, Santa Rosa, Mário Viana, subida do Viradouro e Estrada Caetano Monteiro; asfaltamento do Anel Rodoviário Washington Luiz; reurbanização do Ponto Cem Réis; alargamento das ruas Benjamin Constant, General Castrioto e Dr. March.
Propõe, ainda, sejam executadas, com recursos do Estado, a construção do túnel Genserico Ribeiro-Largo do Marron, com 1.200m de extensão, o túnel Charitas-Piratininga, e a duplicação do túnel de São Francisco.
No âmbito municipal, o projeto prevê a reurbanização do Morro da Boa Viagem, Ilha da Boa Viagem, bairro de Jurujuba, bairro de Fátima e do Morro do Estado, esta última já em execução.
TENTAÇÃO TURÍSTICA
Uma ligação rodoviária, da BR-101, à ponte Rio-Niterói, a partir de 20 de janeiro próximo, poderá ser considerada como "uma tentação turística". Com seis faixas de trânsito, 13.900 metros de extensão por 26 metros de largura, a ponte Costa e Silva vai ser o caminho descoberto, no século XX, para os recantos mais belos e inexplorados do Estado do Rio. Até à capital fluminense só serão gastos 17 minutos, para os que partem do centro do Rio.
De Copacabana a Niterói, serão 25 minutos, enquanto de São Cristóvão, através da ponte, visando, ainda, à Capital do Estado do Rio, o percurso será feito em 14 minutos, através da ponte.
Dos passageiros de barcas e aerobarcos, 43 por cento preferirão o uso da ponte. E as estatísticas, assim, calculam para 1974, 9.202 automóveis diários, 4.868 caminhões e 7.795 ônibus.
Todos esses elementos, aliados à segurança, sistema de sinalização eletrônica, policiamento exercido por circuito fechado de TV e socorro de bombeiros, farão da ponte Rio-Niterói uma das mais movimentadas do mundo. Daí, o Plano Viário Fluminense, para evitar os males da febre turística, principalmente quando se propaga a superlotamento das rodovias do Estado do Rio, nos seus pontos fundamentais.
Personagens citados
Instituições citadas
Governo do Estado do Rio de Janeiro | Governo Federal | Prefeitura Municipal de Niterói
